quarta-feira, 27 de março de 2013

O poder e o Estado.


As teorias sociológicas clássicas sobre o Estado.




Karl Marx
       Num período em que o capitalismo ainda estava em formação, Marx não formulou uma teoria especifica sobre o estado e o poder. Num primeiro momento, ele se aproximou da concepção anarquista, definindo o estado como uma entidade abstrata, em contradição com a sociedade. Seria uma comunidade ilusória, que procuraria conciliar os interesses de todos, mas principalmente daqueles que dominavam economicamente a sociedade.
      Marx identificou a divisão do trabalho e a propriedade privada, geradoras das classes sociais, como a base do surgimento do estado, a organização estatal apenas garantiria as condições gerais da produção capitalista, não interferindo nas relações econômicas, Marx declara que o estado nasceu para refrear o “antagonismo” de classes, por isso, é o estado da classe dominante.
                Pode haver um poder que não seja exercido diretamente pela burguesia, mas o estado continua criando condições necessárias para o desenvolvimento das relações capitalistas, principalmente o trabalho assalariado e a propriedade privada. Para Marx é por tanto, uma organização cujos interesses são os da classe dominante na sociedade capitalista, a Burguesia.




Émile Durkheim
                Durkheim Teve como referência fundamental a sociedade francesa do seu tempo, para ele, o estado é fundamental numa sociedade que fica cada dia maior, e mais complexa, dizia que o estado concentrava e expressava a vida social. Sua função seria moral, pois ele deveria realizar e organizar o ideário do individuo e assegurar-lhe pleno desenvolvimento. E isso se faria por meio da educação publica.
                Foi o estado que emancipou o indivíduo do controle imediato dos grupos secundários, como família, a igreja e as corporações profissionais, para durkheim, na relação entre o estado e os indivíduos, é importante saber como os governantes se comunicam com os cidadãos, para que estes acompanhem as ações do governo.
                Quando se refere aos sistemas eleitorais, durkheim critica os aspectos numéricos do que se entende por democracia, “Se nos ativermos ás considerações numéricas, será preciso dizer que nunca houve democracia”.




Max Weber.
            Weber questionava: como será possível o individuo manter sua independência diante dessa total burocratização da vida? Esse foi o tema central da Sociologia política ‘weberiana’.
                Ele manifestada uma preocupação especifica com a estrutura política alemã, para ele na Alemanha, o estado era fundamentado nos seguintes setores da sociedade: o exercito, os junkers( grandes proprietários de terras), os grandes industriais e a elite do serviço público.
                Afirmando que o verdadeiro poder estatal está nas mãos da burocracia militar e civil, ’o estado é uma relação de homens dominando homens’. Para weber há três formas de dominação legitima: A tradicional, a carismática e a legal.
                A Dominação tradicional é legitimada pelos costumes normas e valores tradicionais, a dominação carismática esta fundada na autoridade do carisma pessoal e a dominação legal é legitimada pela legalidade que decorre de um estatuto, da competência funcional e de regras racionalmente criadas.

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